Quatro pessoas são presas em Porto Alegre e Viamão sob suspeita de realizar extorsão de homens por meio de redes sociais conhecido como “golpe dos nudes”

Nesta sexta-feira (23) a Polícia Civil de Santa Catarina, através da Delegacia da Comarca de Ascurra, com o apoio operacional do Departamento Estadual de Investigações Criminais do RS, deflagrou a operação “Fake Nudes” para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva contra autores dos crimes de extorsão e associação criminosa conhecido como “golpe dos nudes”.

As buscas e prisões foram realizadas em Porto Alegre e Viamão. Foram cumpridos dez mandados judiciais e quatro pessoas foram presas preventivamente, além de terem sido feitas seis buscas e apreensões. Três pessoas foram presas em Porto Alegre e uma em Viamão.

Foi apreendido ainda um veículo marca Fiat Uno adquirido com o dinheiro obtido através das extorsões praticadas pelo grupo criminoso e que, após deliberação do poder judiciário, poderá ser leiloado com o objetivo de ressarcir os prejuízos de eventuais vítimas, principalmente a vítima vinculada a presente investigação.

Segundo a polícia, o golpe todo era perpetrado por meio das redes sociais, sendo que inicialmente um perfil de uma menina adicionava no Facebook a eventual vítima e começava a conversar até chegar em um assunto de conotação sexual. Depois, ela solicitava o Whatsapp da pessoa para enviar fotos nuas. Assim a vítima acreditava que estava conversando com uma mulher e acabava retribuindo as fotos nuas, e assim se iniciava a extorsão.

Na fase seguinte um homem fazia contato com a vítima, dizendo que era pai da menina e que ela “era menor de idade”, bem como que havia encontrado fotos íntimas masculinas no celular dela. Com base nisso o suposto pai passava a chantagear e exigir dinheiro das vítimas para que não o denunciasse na delegacia. Uma vítima da cidade de Apiúna acabou depositando o valor de R$ 8 mil com medo de “ser presa”.

Na terceira etapa do golpe um homem se passava por “delegado” fazia contato com a vítima utilizando nomes e fotografias de policiais do Estado do Rio Grande do Sul. Ele exigia valores em dinheiro para que o “inquérito” não fosse adiante. Em um dos casos, o autor enviou um falso mandado de prisão para a vítima, com o objetivo de dar veracidade a situação criada e extorquir mais dinheiro.

As investigações duraram em torno de meses e nelas foram identificadas diversas vítimas no Estado de Santa Catarina e também em outros Estados do Brasil. O grupo criminoso agia sempre do mesmo modo, utilizando dos mesmos personagens e diversas contas bancárias para que o dinheiro não fosse bloqueado em tempo hábil durante as investigações.

Os presos foram encaminhados para a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais para aguardar vagas no sistema penitenciário, ficando à disposição do Poder Judiciário da Comarca de Ascurra, responsável pela expedição das ordens judiciais.

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Post Author: rita