O superintendente no Rio Grande do Sul assumirá a Polícia Federal do Rio

A PF (Polícia Federal) em Brasília informou na noite dessa quarta-feira que o superintendente do Rio Grande do Sul, Ricardo Andrade Saadi, será o novo superintendente regional no Rio de Janeiro. No novo posto, Saadi comandará, por exemplo, as operações relacionadas à Operação Lava-Jato no Estado.

Na semana passada, o delegado Felício Laterça, titular da delegacia da PF em Macaé (RJ), desistiu da nomeação para o posto em meio às notícias de que é investigado pelo Ministério Público Federal por supostas vinculações com políticos do Rio, que ele nega.

Laterça é filiado ao PSC e, além disso, o irmão dele, Rodolfo Laterça, trabalhava até recentemente no gabinete do deputado estadual Chiquinho da Mangueira, do PMDB.

Perfil

Segundo o currículo de Saadi disponível no site do Ministério da Justiça, o novo superintendente da PF no Rio é formado em direito e em ciências econômicas, com mestrado e doutorado em direito político e econômico. Delegado da Polícia Federal desde outubro de 2002, Saadi já foi diretor do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional.

Voto impresso

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais  divulgou nota nessa quarta-feira defendendo a adoção do voto impresso no país.

Prevista em lei de 2015, a impressão do voto foi contestada na segunda-feira  pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e enfrenta resistência no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O voto impresso já é usado em outros países e funciona da seguinte maneira: após completar a votação na urna, a impressora emite um registro de cada voto, que fica visível ao eleitor para conferência e depois é depositado automaticamente num recipiente lacrado.

O objetivo é possibilitar eventual conferência do resultado das urnas eletrônicas em caso de suspeita de fraudes na captação ou apuração dos votos.

“A perícia criminal federal já analisou as urnas eletrônicas e concluiu que a impressão do voto é necessária para aprimorar a segurança e o sistema de auditoria do processo eleitoral. Após a escolha do candidato no sistema eletrônico, o voto é impresso, conferido pelo eleitor e depositado numa urna”, diz a nota da APCF.

“Em qualquer sistema é preciso haver uma forma não eletrônica de auditoria, que não possa ser adulterada sem acesso físico. É esse o objetivo da impressão do voto: ser mais um elemento de segurança para o sistema”, completa a manifestação.

Na ação apresentada ao STF, Dodge argumenta que tal procedimento coloca em risco o sigilo do voto, em caso de falha na impressão ou travamento do papel na urna eletrônica. O objetivo da PGR é impedir a implantação da tecnologia já nas eleições deste ano.

“Tais situações demandarão intervenção humana para a sua solução, com a iniludível exposição dos votos já registrados e daquele emanado pelo cidadão que se encontra na cabine de votação. Há ainda que se considerar a situação das pessoas com deficiência visual e as analfabetas, que não terão condições de conferir o voto impresso sem o auxílio de terceiros, o que, mais uma vez, importará quebra do sigilo de voto”, escreveu a procuradora.

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Post Author: rita