Justiça concede reintegração de posse à Fasc com uso de força policial

Dezoito Centros de Referência em Assistência Social estão fechados

Os servidores municipais do Simpa (Sindicato dos Municipários de Porto Alegre) que protestam no prédio administrativo da Fasc (Fundação de Assistência Social e Cidadania) deverão desbloquear o acesso dos funcionários e da população ao prédio. A decisão é do juiz Murilo Magalhães Castro Filho, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre.

O magistrado determinou a imediata reintegração de posse do prédio, com autorização do uso de força policial, se necessário, caso os servidores não desbloqueiem as entradas. O magistrado fixou multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, limitada a 60 dias de multa.

Pelo terceiro dia consecutivo, a greve dos municipários prejudica  serviços de assistência social do município, segundo a prefeitura. Dezoito Cras (Centros de Referência em Assistência Social) estão fechados, sem atendimento ao público. Dos nove Creas (Centros de Referência Especializado em Assistência Social), seis não abriram as portas à população. Dois Centros Dia do Idoso também permaneceram fechados. Outros dois Centros de atendimento aos adultos, em situação de rua, também não funcionaram.

Ainda de acordo com a prefeitura, o maior prejuízo continua para as cerca de 400 crianças e adolescentes de extrema vulnerabilidade social que ficaram sem refeições. Isso porque, os que acessam o equipamento pela manhã ficaram sem café da manhã e almoço, e os que acessam o equipamento à tarde não tiveram o almoço e o café da tarde. São cinco Cras ampliados que oferecem o serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, no turno inverso à escola, que estão fechados, e cada um tem cerca de 80 jovens. Ao todo, são 60 moradores de rua, diariamente, que não estão podendo acessar os serviços. Das equipes de abordagem, 30% aderiram à greve, e 70%, que são conveniadas, estão trabalhando.

Nos 18 Cras que estão fechados, a população não consegue fazer o cadastro para se inscrever no Bolsa Família. Entre 180 e 200 pessoas estão diariamente tendo prejuízos, bem como em relação ao cartão assistencial, cesta básica e atendimento com os técnicos psicólogos e assistentes sociais.

O acolhimento de adultos não está sendo realizado porque a paralisação atinge o Núcleo de Acolhimento da Proteção Social Especial, responsável pelo encaminhamento à rede de abrigagem. Em relação às crianças e aos adolescentes, apenas os casos emergenciais são atendidos pela coordenação e assessoria da Proteção Social Especial, com a ciência e acordo do 2º Juizado da Infância e da Juventude.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se você encontrar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Post Author: rita

Deixe uma resposta