Governo do RS afirma que vai economizar mais de R$ 2 milhões por ano com a nova gestão de estágios

O governo do Rio Grande do Sul informou que conta com uma nova empresa para a prestação de serviços para a gestão de estágios educacionais no Poder Executivo. O serviço, que antes era executado pela FDRH (Fundação para Desenvolvimento dos Recursos Humanos), vai gerar uma economia de R$ 2,25 milhões por ano aos cofres públicos, de acordo com a Secretaria da Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos.

Durante a gestão da FDRH, o Estado repassava à instituição um percentual de 8% sobre o valor dos recursos aplicados nas bolsas de estágios. Agora, com esse novo contrato, vai pagar um percentual de 1,58% à empresa Renapsi (Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração), vencedora da licitação.

Além da economia, o novo sistema de gestão será mais simplificado e eficiente, aliando práticas de recrutamento com seleção personalizada. Esse processo faz parte de uma série de ações do governo do Estado para enxugar a máquina pública e racionalizar gastos.

Para orientar os demais órgãos do governo quanto ao novo serviço, a Secretaria da Modernização Administrativa e dos Recursos Humanos realiza, nesta terça-feira (23), um encontro com diretores administrativos e servidores da área de recursos humanos. O evento acontece a partir das 14h, no auditório do Caff (Centro Administrativo Fernando Ferrari), em Porto Alegre.

Fundações

O prazo para adesão ao PDV (Programa de Desligamento Voluntário), benefício proposto pelo governo do Estado após negociação coletiva para desligamento de trabalhadores de fundações em extinção, terminou no dia 12 de janeiro. Ao todo, 110 servidores aderiram ao programa, aberto em 4 de janeiro. Os desligamentos acontecerão, conforme gestão de cada entidade, até o dia 17 de abril.

Foram registradas 39 adesões pela Fundação de Ciência e Tecnologia, 26 pela Fundação Zoobotânica, 25 pela Fundação Piratini, 11 pela Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, cinco pela Fundação de Economia e Estatística e mais quatro pela Metroplan. Mais 21 servidores, já demitidos e considerados não estáveis, requereram o pagamento do benefício.

As negociações coletivas entre entidades e sindicatos para o desligamento dos empregados sem estabilidade começaram no início de 2017 e tiveram a última audiência de medição em novembro do mesmo ano. Além das verbas rescisórias previstas regularmente pela legislação trabalhista, os empregados desligados que requererem e aqueles que aderirem ao PDV receberão uma indenização correspondente a um salário a cada quatro anos de serviços prestados.

O governo gaúcho, por força de liminar proferida em 9 de outubro pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, estava autorizado a concluir o processo de extinção das seis fundações públicas e da Corag, sem a necessidade de finalização da negociação coletiva. O Estado manteve a proposta apresentada aos empregados, o que acarretou no acordo estabelecido com os sindicatos.

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Post Author: rita